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17.4.11

Sexta

Eu e filho rapaz acabamos os nossos gelados, enquanto a filha vai lavar as mãos pela segunda vez, apesar de afirmar tê-las lavado da primeira.
Ameaço um "E não me voltes a mentir, sff!" enquanto ela resmunga de volta à casa-de-banho, e o filho diz, entre uma lambidela e outra:

"Eu bem vi que ela tinha ido com um ar de engraçadinha!"

Valha-me o apoio moral.

2.4.11

O catano.

Dois meninos de 5 anos, à conversa, na minha cozinha:

Menino 1: "(...) e é o catano!"
(pausa)
Menino 2: "Sabes quem é o catano?"
Menino 1: "Não!"

1.4.11

Tempo

Na sexta-feira em que vou buscar os miúdos, o meu tempo mede-se ao contrário.

22.2.11

Curtas ou Começar bem o dia

Filha: "Então, as pessoas morrem e vão para o cemitério, depois uns bichinhos comem o corpo e depois vão para o céu!"
Filho: "Vão para o céu como?"
Filha: "Não vão a andar, né? Evaporam!".
(suspiro)

11.2.11

Curtas

Explico o significado de coincidência, ao jantar: "(...), como quando duas pessoas se encontram num sítio sem combinar, ou almoçam a mesma coisa".
O filho interrompe-me entusiasticamente, como sempre faz quando quer mostrar que percebeu tudo, "Olha, como nós agora! Comemos todos a mesma coisa!!".

Ai, o que nos rimos!
(Eu e a filha espertalhona, ele muito espantado)

4.2.11

My heart sings

Sexta-feira de ir buscar os miúdos.

24.1.11

O livro da noite


"O raleão tem o tamanho de um rato, mas a mania que é o rei da selva. Adora queijo e, quando o come, o raleão ruge como um leão e abana muito a juba. Na verdade, o raleão já tentou viver na savana, mas irritou-se um bocado, pois os leões não lhe davam crédito e desatavam a rir, até não poderem mais e fazerem chichi no chão. Mas não interessa, na sua cabeça de raleão, ele será sempre o rei! E as ratinhas acham-lhe muita piada, por causa disso."

Tentar ler este livro de uma forma séria é um desafio que aconselho a qualquer pessoa. Ri-me tanto, que dei pelos meus filhos a acompanharem-me por simpatia, achando certamente que têm uma mãe muito tonta. Difícil, difícil, foi escolher o animal para descrever aqui. São todos o máximo!

(Anda por aí muito raleão, não anda?)

Filha


A filha levou hoje para a escola a máquina fotográfica, que chegou sem pilhas e cheia de fotos e vídeos. Tenho pena de não poder mostrar aqui as fotos das colegas sorridentes, e os vídeos cheios de cor, e movimento, e sorrisos.
Adorei, de uma forma que não consigo explicar. Tão inocentes, tão felizes, tão pequeninas.

Acho que os vou guardar para sempre.

Curtas II

Filhos, a tentarem recordar o nome do Manuel Alegre:

"O Manuel Gargalhada!"
pausa
"Não, o Manuel Risota!"
pausa
"Manuel Sorridente!!"
pausa
"Ó mãe, como é que é?"

(Mãe não consegue parar de rir)

10.1.11

Curtas

Sexta à noite, eles nas camas, eu sentada no meio, a ler livros. Uma história com uma Lua.

Filho: "Sabes mãe, o meu desejo do poço mágico era ter a Lua para a mim. Mas a Lua de verdade, mãe, mesmo minha."
(Oh, tão querido e sensível, o meu filho. Que amor!)
Filha: "J., a Lua é feita de queijo, sabias?"
Filho: "Sei, por isso é que eu a queria!"
(Ah.)

18.10.10

Gostar de livros infantis


"O vizinho do sétimo esquerdo toca piano, canta e nunca desafina. Tem uns cabelos despenteados e uns dedos mais compridos que aulas de matemática.
Mas o que realmente me impressiona é que ele toca músicas tristes e isso deixa-o feliz.
Chega a chorar de felicidade (eu já vi)."

24.9.10

Curtas

A criança mais velha está para o discurso oral, como o Eça está para A Cidade e as serras.
Ontem, depois de meia hora de blá blá blá ininterrupto, ouço a criança mais nova: "Mana, eu vou deixar de te ouvir, já estou cansado!"

19.9.10

Filhos

Acredito que, um dia, num futuro não muito longínquo, me venha a rir e a ter saudades dolorosas. Mas, por agora, poucas coisas são tão irritantes como a lenga-lenga adoptada pelos meus dois filhos, e repetida infinitamente, para exigir a minha ajuda:

Mã-e-já-fiz-co-có, Mã-e-já-fiz-co-có, Mã-e-já-fiz-co-có, Mã-e-já-fiz-co-có, Mã-e-já-fiz-co-có, Mã-e-já-fiz-co-có, Mã-e-já-fiz-co-có, Mã-e-já-fiz-co-có, Mã-e-já-fiz-co-có, Mã-e-já-fiz-co-có, Mã-e-já-fiz-co-có, Mã-e-já-fiz-co-có

Assim mesmo, tudo muito colado e sem pausas, até que lhes apareço à frente, de papel higiénico na mão. E nada os demove a desistir da irritante musicazinha.

Felizmente, ela já limpa o rabo sozinha. Cheguei a ouvi-los em coro.

19.8.10

Saudades dos filhos

Ficar emocionada quando penso nas unhinhas sujas, no final do dia.

3.6.10

Curtas II

Ao almoço:

"Mano, gostas mais de mim ou do Mac Donalds?"
"De ti. E tu mana?"
"Eu também gosto mais de ti que do Mac Donalds!"

4.5.10

Curtas

À hora de jantar, leio um livro sobre as árvores.

"(...) e as flores servem também para fazer perfumes..."
(pausa)
Quem é que sabia disto?
J., sem se desmanchar: "Eu sabia, mas já não me lembrava!"

"(...) e é fundamental..."
(pausa)
Quem é que sabe o que quer dizer fundamental?
I., muito expedita, "Que é muito fundo...?"


Filhos crominhos. Gosto tanto.

22.4.10

Semana sim

Quando estou deitada, quase a adormecer, consigo ouvi-los respirar.

19.4.10

Fui passear

A chuva empurrou-nos de uma tenda na Galé, para uma casa perto de Mértola.
Foi um fds de chuva e amigos e filhos e filhos de amigos e um cão enorme. Muito histerismo das três crianças, que circularam livremente pelo monte, felizes. Conseguimos alguns passeios entre chuvadas e, como sempre entre amigos, boa conversa e gargalhadas.

Gosto muito dos meus amigos e os meus filhos também. Obrigada.
(Eu acho que a amizade se agradece)

19.3.10

Os meus filhos são os mais lindos do mundo



E têm o pai mais fixe do mundo, ora vejam.

12.3.10

Curtas

"Mamã, existem dragões?"
Não, filho, não existem dragões.

E a filha:
"Ai desculpa, mas existem sim, existe o dragão do Porto".
E eu que o dragão não existe, que é só um símbolo, e ela: "Ó mãe, existe o dragão sim, que a águia do Benfica também existe que eu já a vi..."